segunda-feira, 5 de março de 2012

CIRURGIA DE COLUNA /LUXAÇÃO VERTEBRAL (FREDDY)

Cão srd vítima de atropelamento por motocicleta no dia 13/06/2011, apresentando paralisia nos membros posteriores, aumento de reflexo dos mesmos e bexiga espástica. O exame radiográfico evidenciou luxação vertebral no segmento torácico T12-T13 com colapso discal. O animal foi então submetido a cirurgia de fenestração e fixação vertebral intersegmentar modificada. No pós operatório foi realizado ainda acupuntura e exercícios de fisioterapia. Por volta de um mês após a cirurgia o animal já começou a andar sozinho com alguma dificuldade e aos 2 meses já estava bem recuperado!

foto 1: radiografia do Freddy antes da cirurgia. A seta aponta o local do colapso discal, T12-T13.



foto 2: radiografia do pós-operatório, evidenciando o implante de fixação vertebral e o correto alinhamento vertebral.


Vídeo1: Freddy em 30/07/2011 (1 mês após a cirurgia).




Vídeo 2: Freddy em 29/09/2011 (3 meses após a cirurgia).



ACESSE TAMBÉM  http://vimeo.com/37769052 E ASSISTA À FANTÁSTICA RECUPERAÇÃO DO FREDDY!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ENXERTIA ÓSSEA SINTÉTICA (COLO E CABEÇA FEMURAL)

Cão da raça poodle (Téo), de 2 anos de idade, apresentando fratura completa de colo femural com evolução de 3 dias. Foi feita a artroplastia por excisão seguida de enxertia óssea sintética de cabeça e colo femural confeccionados a partir de polímero de mamona e carbonato de cálcio. O enxerto foi fixado com um parafuso inox introduzido abaixo do nível trocantérico. Em seguida  foi feita a capsulorrafia e síntese dos planos de forma rotineira. O animal teve uma excelente recuperação, sem dor e com apoio e uso do membro já no início da 2a semana de pós operatório.


Vídeo 1: Cão com fratura de colo femural direito com 3 dias de evolução. 





 Fotos 1 e 2: Radiografias (ventro-dorsal) evidenciando a fratura de colo femural.



 Foto 2:

Foto 3: Abordagem cranio-lateral à articulação coxo-femural.


Foto 4: momento cirúrgico da exposição articular.



Foto 5: Remoção da cabeça e colo femural.









Foto 6 : Cabeça e colo femural removido





Foto 7: Materiais utilizado na confeção da massa do enxerto: Carbonato de Cálcio (saco c/ pó branco) + 1 ampola de enxerto Pré-Polímero + 1 ampola de enxerto Poliol ( composto ósseo de Ricinus extraídos da Mamona).






Foto 8: Confeccionando a massa de enxerto até atingir o ponto de moldagem. Uma vez atingido este ponto, molda-se a estrutura desejada aplicando-a no seu local anatômico até que se torne rígida.




Foto 9: Parafuso devidamente pré-fixado (sub-trocantérico) num ângulo que aponta em direção ao centro do acetábulo.




Foto 10 :Aplicação do enxerto envolvendo o parafuso pré-fixado.





Foto 11: Ajuste final, apertando-se o parafuso no fim do tempo de secagem do enxerto.


Foto 12: radiografia pós-operatória evidenciando a correta introdução do parafuso. Note que a massa de enxerto não é radiodensa, não sendo visível portanto. Com o passar do tempo, ela vai se densificando por ser substituída por tecido ósseo (osteointegração).



Vídeo 2: Téo apresentando ótimo uso do membro no vigésimo dia de pós-operatório.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

TRANSFUSÃO DE SANGUE SALVA ANIMAL


Muitas são as situações de emergência em que os clínicos necessitam submeter seus pacientes a uma transfusão e nem sempre encontram disponível um animal doador ou uma bolsa de sangue já pronta para ser utilizada. Ademais, muitos colegas também não raro se deparam com outras dificuldades envolvendo a terapia transfusional, como por exemplo:

 - quando se trata de uma segunda transfusão em diante onde é imprescindível o teste de compatibilidade e o fator TEMPO tanto para recrutar potenciais doadores como para identificá-los laboratorialmente como verdadeiramente compatíveis limita sua execução de forma rápida, segura e eficaz;

- muitos clínicos ignoram aspectos imperiosos no que tange à terapia transfusional, ou seja: quando, como, quanto e o que transfundir.


Sendo assim, informamos que a comercialização das bolsas de sangue disponíveis em nosso estabelecimento são provenientes de animais prévia- e devidamente atestados quanto ao estado de saúde e também realizamos testes de compatibilidade sanguinea, importantes nos casos de transfusões de pacientes insuficientes renais crônicos e para aqueles de segunda transfusão em diante.





 TRANSFUSÃO SANGUÍNEA



- OBJETIVO: repor volume sanguíneo após hemorragia ou compensar um suprimento insuficiente de hemácias nas várias anemias (suprir a hipóxia e dar um “descanso” para a medula óssea).

- TERAPIA TRANSFUSIONAL OU HEMOTERAPIA: é o tratamento de doenças através da transfusão de sangue ou de seus componentes, ou seja: sangue total (fresco ou estocado (sob refrigeração), plasma, papa de hemácias e plaquetas.

- TRANSFUSÃO DE SANGUE TOTAL: o sangue total é denominado FRESCO até 8h em relação à coleta sem refrigerá-lo, mantido em temperatura ambiente (20 a 24°C). Contém um número máximo de plaquetas funcionais se permanecer em temperatura ambiente até 6 a 8h após a coleta. Após este período, o sangue passa a ser chamado ESTOCADO, podendo ser mantido refrigerado (2 a 6°C) por um período de até 35 dias.


PRINCIPAIS INDICAÇÕES:

SANGUE TOTAL: hemorragias ou choque hipovolêmico e deficiência dos fatores de coagulação. 

PLASMA: desidratação, choque hipovolêmico, hipoproteinemia e distúrbios de coagulação e pancreatite aguda.

PAPA DE HEMÁCIAS: anemias nos portadores de doenças cardiovasculares ou nefropatas, pacientes anêmicos mas normovolêmicos, hemorragia crônica, hemólise ou eritropoiese ineficiente.










 
Não é só na medicina humana que uma bolsa de sangue pode salvar uma vida. Prova disto é o "Mailon", um cão da raça Poodle de 13 anos de idade que tem diabetes e contraiu a doença do carrapato (Erliquiose canina). Mailon, apresentava tanta fraqueza que já não conseguia sustentação nos membros traseiros. Seu estado geral era crítico pois já vinha perdendo peso antes por causa do diabetes e, a anemia severa bem como a queda no número de plaquetas (células de coagulação do sangue) geradas pela doença do carrapato, prenunciavam as últimas horas de sua vida.
Sua última esperança: uma transfusão de sangue com urgência!
...e para salvar sua vida, chegou "Rúbia", uma simpática cadela pastor alemão que lhe doou um pouco de sangue, que como verão nas sequências das imagens, fez toda a diferença no seu tratamento.



Reportagem da EPTV (região de Riberão Preto-SP) - TV Globo - 19/07/2011
http://eptv.globo.com/emc/VID,0,1,41207;2,caes+tambem+podem+doar+sangue+veja+como.aspx


 Mailon teve alta no 2o. dia após a transfusão. Voltou a se alimentar sozinho e já consegue caminhar. Tratamento continua no mín. por 30 dias! Ele e seus proprietários serão sempre gratos à cadela Rúbia e seus donos!



veja outra reportagem (record news).
http://videos.r7.com/cachorros-e-gatos-tambem-podem-doar-sangue-para-mascotes-necessitados/idmedia/4e389ffcfc9b4b315fa39aed.html
















quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cirurgia: Fratura de tíbia e fíbula

Série de fotos do cão "Júnior", srd de 6 anos de idade apresentando fratura no terço médio da tíbia e fíbula esquerda. O animal havia sido operado antes com a introdução de um pino de Steimann intramedular, mas este acabou se quebrando devido a uma queda do animal. Finalmente, a fratura foi estabilizada com a utilização de placa e parafusos corticais.

foto 1: Júnior, sem apoio no membro posterior esquerdo devido à fratura de tíbia e fíbula.



foto 2: radiografia evidenciando a quebra do implante  e migração proximal (projeção cr-cd).


foto 3: momento cirúrgico da fixação óssea com a utilização de placa + parafusos.


foto 4: radiografia pós-operatória (projeção cr-cd)

terça-feira, 10 de maio de 2011

DOENÇA PERIODONTAL EM CÃES E GATOS: NELES A SAÚDE TAMBÉM COMEÇA PELA BOCA!

CONSIDERADA A DOENÇA DE MAIOR INCIDÊNCIA NOS ANIMAIS DOMÉSTICOS DE PEQUENO PORTE, A DOENÇA PERIODONTAL AFETA ATUALMENTE CERCA DE 85% DOS ANIMAIS ADULTOS.



Você já parou para pensar em qual seria a aparência dos seus dentes e em como se sentiria caso não os escovasse diariamente? Pois bem, agora considere o seguinte:    seu animal não tem como cuidar dos próprios dentes, logo você deve fazer isso por eles, ou estará dando oportunidade para o surgimento da doença periodontal (PD). Mas o que é afinal essa tal de DP?
Atualmente a DP é tida como a doença de maior ocorrência nos cães e gatos domésticos (aprox. 85% dos animais adultos). Como o próprio nome diz, a DP afeta o periodonto, um conjunto de estruturas da cavidade oral composta por gengiva, osso alveolar, ligamento periodontal e cemento. O agente causador da doença é a placa bacteriana que se acumula próxima à borda da gengiva. Inicialmente ocorre gengivite (inflamação da gengiva) devido à ação das toxinas bacterianas. As gengivas ficam bem avermelhadas, doloridas e podendo até sangrar. Se a placa for removida, a gengiva volta a ser sadia, caso contrário, a placa se mineraliza devido à deposição de sais de cálcio contidos na saliva, formando então o tártaro, o qual confere aos dentes uma coloração escura e mal hálito. Como se não bastasse, as bactérias da placa podem continuar se desenvolvendo e danificar as estruturas de sustentação dos dentes, levando à perda dos mesmos ou ainda, o que é pior, ingressar à corrente sangüínea causando lesões em órgãos como coração, fígado, rins e articulações, ameaçando a vida do animal.



QUANDO DEVO SUSPEITAR DE PROBLEMAS DENTAIS ?

-          mal hálito
-          presença de tártaro (crostas amarelo-amarronzadas sobre os dentes)
-          sangramento, inflamação ou retração gengival
-          salivação
-          presença de pus na gengiva
-          dentes com mobilidade ou ausentes
-          dificuldade em apreender e mastigar os alimentos
-          dor ao abrir a boca
-          diminuição do apetite
-          esfregar o focinho no chão ou coçá-lo com a pata
-          aumento de volume intra-oral (tumores)
-          persistência da dentição de leite (principalmente as presas)
-          dentes fraturados





COMO POSSO PREVENIR ?

Não espere que seu animal fique adulto e apresente qualquer um desse sinais para iniciar um programa de tratamento odontológico preventivo, pois a DP uma vez instalada não tem cura, somente controle. Portanto, aqui estão alguns pontos importantes que devem ser sempre seguidos:


1-       VISITE SEU MÉDICO VETERINÁRIO
Seu médico veterinário examinará a boca do seu animal e lhe dirá se há algum problema odontológico que precise de tratamento. Talvez seja necessária uma raspagem dos dentes, tanto  acima como abaixo da gengiva, da mesma forma como se realiza em paciente humanos. Como eles não sabem o que será feito e não podem se mover durante o procedimento, há necessidade de anestesia geral. Hoje existem técnicas anestésicas semelhantes às feitas em pacientes humanos (anestesia inalatória c/ monitorização das funções vitais) que são muito mais seguras e confortáveis para o animal.

2 – INICIE UMA ROTINA DE CUIDADOS BUCAIS
A escovação diária consiste na melhor forma de prevenção do acumulo de placa bacteriana e formação do tártaro, evitando-se assim, a doença periodontal. Para condicionar o animal, aconselha-se sempre dar uma recompensa após manipular a boca (biscoitos p/ cães, elogios, passeios etc ). Não use creme dental humano e peça orientação ao seu médico veterinário de como proceder a escavação. Hoje em dia existem escovas e cremes dentais com sabor de carne para cães e gatos que não intoxicam nem machucam os mesmos.

 3 – IMPORTÂNCIA DA DIETA
Não dê ao animal alimentos macios e que aderem facilmente  aos dentes (comida caseira, doces, pães, bolachas, etc.) e evite ossos naturais, pois podem fraturar os dentes.
A ração seca de boa origem auxilia no controle da doença periodontal além de constituir uma dieta equilibrada.


Seguem aqui as sequências de fotos do cão Astolfo, um cocker acometido de doença periodontal  leve-moderada apresentando gengivite, cálculo (tártaro) e sensibilidade principalmente nos dentes molares. Totô como é carinhosamente chamado por seus donos, é vencedor de uma terrível doença há mais de 2 anos, a CINOMOSE. Vale a pena conferir os vídeos postados neste blog-site (tópico neurologia) que mostram um pouco da história de sua emocionante vitória!!


foto 1: Hemiarcadas do lado esquerdo, antes do tratamento periodontal.



foto 2: hemiarcadas do lado direito antes do tratamento periodontal.



foto 3: Hemiarcadas esquerdas, após o tratamento periodontal.



 foto 4: Hemiarcadas direitas após o tratamento periodontal.


sábado, 23 de abril de 2011

CIRURGIA: LUXAÇÃO DE COTOVELO

Série de fotos da cadela Nani, srd de 3 anos que, devido a atropelamento, apresentava ruptura de ligamento colateral lateral da articulação úmero-rádio-ulnar direita levando à luxação total de cotovelo. O animal foi operado utilizando-se a técnica de substituição ligamentar por fio de aço em polia em pontos de fixação com parafusos. A recuperação total levou 40 dias.



    foto 1: Nani, com luxação total do cotovelo direito.



foto 2: aspecto radiográfico da luxação total do cotovelo direito. Note o total deslocamento lateral do rádio-ulna.




fotos 3 e 4: momento cirúrgico em que a luxação do cotovelo foi mantida reduzida através de fixação com fios de aço ao redor de parafusos, visando a substituição do ligamento que fora rompido no acidente.





foto 5: aspecto radiográfico evidenciando a redução eficaz pós-operatória do cotovelo luxado.



foto 6: Animal completamente recuperado aos 40 dias de pós-operatório.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cirurgia: Retirada de tumor em glândula adrenal (Adrenalectomia)

Série de fotos da cadela Teckel (Jade) de 8 anos, apresentando Síndrome de Cushing devido a um tumor acometendo a glândula adrenal direita. O animal teve uma evolução pós-operatória muito boa, livre de quaisquer complicações. Após a remoção da glândula adrenal acometida, a mesma foi encaminhada para análise onde constatou-se tratar de um tipo de tumor benigno (Adenoma). Dentro de 3 semanas de acompanhamento o animal se apresentou completamente curado sem quaisquer sinal clínico da doença, assim permanecendo até quando da sua última visita (quase 2 anos depois da cirurgia).


foto 1: Jade entubada e submetida a anestesia inalatória, sendo preparada para o início da cirurgia;



foto 2: momento da exposição da glândula adrenal, no centro da foto (a frente dos dedos médio e indicador da mão esquerda do cirurgião);


foto 3: aspecto da ferida cirúrgica durante o seu fechamento (sutura). Foi utilizada a incisão mediana combinada à paracostal direita para facilitar o acesso e a remoção da glândula;


 foto 4: aspecto da glândula acometida pelo tumor. Aqui ela regrediu seu tamanho em aprox. 1 cm (pois a foto foi tirada após o material ter sido mantido durante algum tempo no formol).


foto 5: Jade depois de quase 2 anos da cirurgia.